Pium, segunda 23 de outubro de 2017

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A pesquisa eleitoral e suas múltiplas faces

18/10/12 09h38


Trajano Coelho Neto II – Ecos do Tocantins

A pesquisa de opinião pública representa no transcorrer da campanha política, um importante indicativo do desempenho de um candidato (a), bem como proporciona meios para nortear planejamento e ações políticas que visem formas e caminhos para o alcance da vitória nas urnas. Infelizmente, a simplicidade da definição esbarra no desvirtuamento do método científico que quantifica preferências, quando os números são convenientemente fabricados mediante compensação financeira, fato no vulgo conhecido por compra e manipulação de resultados.

Embora seja a coleta de dados e pesquisas de opinião pública atividades científicas cuja prática exige formação, o mercado está literalmente infestado de “Arapucas” cujo o trabalho se assemelha a um exercício de adivinhação, onde os videntes, melhor dizendo os picaretas, se multiplicaram na temporada eleitoral.

É claro que instituições sérias, logicamente em número menor, também fazem parte do mercado, proporcionando informações reais aos seus contratantes a preços pouco convidativos, já que credibilidade, qualidade e exclusividade, são componentes de alto valor, fato responsável pela proliferação das “pesquisas pré-fabricadas”, via de regra, de preços inferiores típicos de “liquidação” .

Tomemos por exemplo e referência o Instituto Sensus de Belo Horizonte – MG, responsável pelas pesquisas feitas para a irracível moradora do Palácio do Planalto, que em Palmas – TO, previu e registrou a evolução do candidato Carlos Amastha, quando todos os outros indicativos apontavam a superioridade dos números do candidato ungido pelo siqueirismo, Marcelo Lelis. O colombiano milionário, ressaltamos que ser milionário não é defeito, por vezes é virtude até, segue a passos largos rumo a vitória, deixando ao adversário a saída honrosa de declarar-se empatado, certamente pela credibilidade da pesquisa Sensus.

O outro lado da moeda pode ser mostrado em uma pesquisa que por insistência de seu beneficiado, o candidato que ora exerce o governo de Taguatinga, deveria ser mostrada pelo número direcionado, razão do prejuízo sofrido pelo jornal Ecos do Tocantins que ao publicar em recente edição o índice espontâneo como referência, teve o pagamento do serviço negado em mais uma prática de estelionato para a longa lista de calotes do cidadão em voga, circunstâncias de público e geral conhecimento na praça ora citada. Os números encomendados por um conhecido empreiteiro, passam ao largo da lógica e da realidade, segundo comparações com o resultado de outros institutos, “verdadeiras armadilhas para o eleitor” .

Discernir, conhecer e interpretar, são atos fundamentais para que o eleitor não seja ludibriado e iludido pelos espertalhões que acham que tudo podem, inclusive usar a boa Fé e a ingenuidade da maioria dos eleitores.

Em tempo, a publicação de resultados de pesquisas eleitorais por veículos de comunicação, mediante operação comercial, independe da credibilidade da instituição responsável, desde que sejam atendidas as prerrogativas previstas na legislação eleitoral como registro e outras formalidades. O resultado, seja qual for, é de responsabilidade do Instituto de Pesquisa e de seu contratante.


Trajano Coelho Neto II
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Telefone: 63 9218 5652
Perfil: Jornalista e escritor, editor chefe do jornal impresso e site de notícias www.ecosdotocantins.com.br
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