Pium, sexta 18 de agosto de 2017

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Manuel Alves – Projeto de irrigação sob estado de negligência e incapacidade

08/08/12 10h56


Trajano Coelho Netto II – Ecos do Tocantins

A declaração do coordenador de irrigação do projeto Manuel Alves, vereador Ítalo Marcel Costa Conceição (PR), plantada convenientemente em veículos de comunicação com o objetivo de atenuar críticas cada vez mais contundentes, não condiz com a educação e o polimento do protagonista, naturalmente interessado em resguardar seu espaço político e a função na qual foi investido.

Respeitosamente professamos discordância com o senhor coordenador, quando afirma categoricamente “ governo fez a sua parte mas não carregará ninguém nas costas “. Ora, a divulgação feita em torno do projeto com mídia de circulação nacional pelas seguidas visitas do ex-presidente Lula e de governadores, falou em garantias de completa infra-estrutura para a atividade e disponibilidade de crédito para pequenos irrigantes.

Qualquer proprietário de lote informará que a infra-estrutura do projeto ainda não está concluída e que a capacidade de irrigação está comprometida pelas limitações ainda existentes no sistema de fornecimento de energia elétrica. A empresa construtora e administradora , CMT, deixou convenientemente o projeto ao cessarem os recursos federais e supostamente, muito teria a explicar sobre suas deficiências.

Imperioso é citar que a declarada incapacidade financeira da maioria dos que almejam a prática da fruticultura irrigada no local, não foi obstáculo na hora de comprarem os lotes, ou seja, se uma criteriosa seleção tivesse sido realizada, os problemas de crédito que hoje tornam-se impecilhos para os produtores, não impediriam a consolidação do projeto.

Foi enganosa a propaganda, já que somente cerca de 12 fruticultores conseguem produzir, mas com recursos próprios e a “duras penas “. Outros esperam por Créditos oficiais, dificultados por ausência de garantias, inclusive a representada pelo título de propriedade, questão mal resolvida sobre a qual ainda recai grandes dúvidas e insatisfações.

A questão é por demais abrangente e grave ! Seremos incompetentes ao ponto de deixar fluir pelo canal um investimento de tamanha envergadura. O momento requer que o Governo do Tocantins assuma suas responsabilidades e olhe o Projeto Manuel Alves como um grande fator de desenvolvimento para Dianópolis, Porto Alegre e municípios vizinhos. Não é mais possível tratar com indiferença o que nasceu para transformar e revolucionar a economia da Região Sudeste. Caso permaneça a irresponsabilidade e a negligência reinantes, devem os maiores interessados, buscarem apoio no Ministério Público Federal e outras instituições que visam guarnecer a integridade dos investimentos públicos.

Em tempo, 3 tratores, o pagamento de conta de energia no valor de R$ 25 mil e salário de alguns funcionários, nada representam diante da produção que se espera do Projeto Manuel Alves e os parâmetros de desenvolvimento econômico que irão movimentar a região.
Trajano Coelho Neto II
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Perfil: Jornalista e escritor, editor chefe do jornal impresso e site de notícias www.ecosdotocantins.com.br
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