Pium, sexta 18 de agosto de 2017

Política

Kátia Abreu dispara contra bancada federal, cúpula peemedebista e Marcelo Miranda

08/08/2017 16h51

Antônio Cruz Kátia Abreu criticou votos favoráveis à reforma trabalhista e pela rejeição da abertura de processo contra Temer

LUÍS GOMES, DA REDAÇÃO

Em uma série de postagens no Facebook entre domingo, 6, e esta segunda-feira, 7, a senadora Kátia Abreu (PMDB) disparou contra o governador Marcelo Miranda (PMDB), a maioria da bancada federal e a alta cúpula peemedebista em Brasília. Os questionamentos da parlamentar foram quanto a situação do Estado, além dos votos na reforma trabalhista e na denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Entretanto, após a repercussão desta matéria, a congressista apagou todas as publicações.

Kátia Abreu critica deputados por voto favorável ao presidente Michel Temer
Sobre a decisão da Câmara de livrar Michel Temer de ser investigado por corrupção passiva - o que poderia lhe afastar da presidência por 180 dias -, Kátia Abreu publicou uma montagem que intitulou como “mural da vergonha”. Nela figuram os deputados Carlos Gaguim (Podemos), Lázaro Botelho (PP), Dorinha Seabra (DEM), Dulce Miranda (PMDB) e Josi Nunes (PMDB), todos os tocantinenses que deram votos rejeitando o andamento da denúncia da PGR.

“Vocês não representam o povo do Tocantins. O voto de vocês contra a ética e contra o Brasil envergonha a todos do Estado. A máscara caiu. A renovação virá”, escreve a senadora na postagem que mostra os parlamentares tocantinenses favoráveis ao presidente Michel Temer. “Vocês conseguem dormir em paz no meio de tanta pobreza, desemprego e corrupção?”, questiona em seguida. O CT salvou esta publicação por meio da captura de tela [confira ao lado]. Josi Nunes, Lázaro Botelho, Gaguim e Dulce Miranda foram alvo de publicações individuais [veja no fim da matéria].

Reforma trabalhista
Kátia Abreu também repercutiu especificamente os votos de Dorinha Seabra e Josi Nunes pela aprovação da reforma trabalhista, além da ausência de Dulce Miranda na sessão que apreciou o texto. A peemedebista começa as três postagens com os dizeres “mulher votando contra mulher”. A senadora se refere ao polêmico dispositivo que permite gestantes trabalharem em local insalubre. Todas estas postagens foram excluídas, mas o CT as repercutiu antes de ficarem fora do ar.

“Para a deputada a saúde da mãe e da criança não tem tanta importância assim”, anota na publicação feita para Josi Nunes. Em relação a Dorinha Seabra, Kátia Abreu escreveu que considera “triste quando uma mulher não se preocupa com outra”. Entretanto, as palavras mais duras foram contra Dulce Miranda. “Reafirmou na sua omissão sua despreocupação com a saúde da mãe e da criança. Muito triste e totalmente irresponsável”, disparou contra a também primeira-dama.

Apesar das críticas, Kátia Abreu isentou o filho, o deputado federal Irajá Abreu (PSD), que também votou favorável à reforma trabalhista e ainda comemorou o resultado nas redes sociais, em publicação no dia 26 de abril. “Uma lei de 1943, antiga, ultrapassada e não compatível com os nossos trabalhadores e empregadores do Brasil moderno. Importantíssima conquista”, escreveu o social democrata.

Descaso
Kátia Abreu também não poupou o governador Marcelo Miranda (PMDB). Ao pedir uma avaliação da administração do Estado aos seus seguidores, a parlamentar já adianta a sua postura crítica à gestão do seu antigo companheiro de chapa nas eleições de 2014. “O Tocantins vai mal. A saúde vai mal. A educação vai mal. O estado apodrece com tanto descaso. A população sofre”, anotou a senadora em outra publicação tirada da rede social.

Ainda sobrou tempo para Kátia Abreu criticar a cúpula do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sigla da qual pode ser expulsa ainda neste mês. A senadora publicou fotos de Michel Temer, dos ministros-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco; do ex-deputado e hoje presidiário Eduardo Cunha; e do ex-ministro Geddel Vieira Lima, e os citou como aqueles que “mandam no Brasil”. “Mas o Brasil não vai aceitar que eles acabem com o país. Estamos reagindo. Basta de tanto escândalo”, completa em seguida em mais uma postagem que foi excluída.

Portal CT

   

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