Pium, sexta 22 de junho de 2018

Geral

Pium, história e perspectivas de desenvolvimento

01/03/2018 09h19

TCNII - Ecos do Tocantins Editorial
Trajano Coelho Netto II  - Ecos do Tocantins

 Nos idos de 1940, o cristal de Rocha valorizou-se no mercado internacional em virtude da Segunda Guerra Mundial, quando Benedito Araújo, vindo dos Garimpos de Minas Geraes, tivera conhecimento da existência de grandes minas do precioso mineral utilizado em instrumentos de precisão, nas proximidades de Porto Nacional – GO. Obteve êxito nas pesquisas com a descoberta de jazidas de comprovado potencial de produção, tendo o povoado formado pela fluência de garimpeiros de todos os rincões, recebido o nome de Piaus, tornando-se município de Pium (mosquito denominado borrachudo na língua antiga Tupi), em 23 de junho de 1953 e oficialmente instalado em primeiro de janeiro de 1954. Algumas jazidas de Cristal encontram-se ainda em produção, porém em menor escala de exploração.

A sede do município é caracterizada por largas avenidas e edifícios públicos de marcante beleza arquitetônica. O portal de entrada da cidade de Pium é um convite para que os visitantes conheçam a História da construção de uma das mais belas cidades do chamado “ Vale do Araguaia “

O município situado na Região Centro Oeste do Estado do Tocantins, possui uma área de 10.013, 794 quilômetros quadrados, 7.168 mil habitantes, situa-se a 124 quilômetros da capital Palmas. È banhado pelos rios Javaés, Coco, Pium, Riozinho e Formoso, abrigando Reservas ambientais e santuários ecológicos como o Parque Nacional do Araguaia, Parque do Cantão, e parte significativa da maior Ilha Fluvial do Mundo (Ilha do Bananal) áreas apropriadas para o turismo ecológico. As principais rodovias de acesso são TO 265, TO 438 e TO 080. As etnias Avá, Karajá e Javaé possuem suas reservas no território de Pium, onde desenvolvem atividades produtivas em caráter de subsistência. O clima é quente e úmido, com máximas pluviométricas entre os meses de novembro e fevereiro. O relevo é caracterizado pela presença de Planaltos Sedimentares com solo arenoargiloso, formando as chapadas e as serras. Sua vegetação apresenta floresta típica do cerrado, áreas de várzeas e, mais ao norte, o bioma amazônico.. Pium está a 249 metros de altitude acima do nível do mar.

Aspectos Econômicos

A economia do município está baseada na agricultura e pecuária, por serem suas terras de dupla aptidão. Os maiores cultivos são o arroz, soja, milho, abacaxi e banana. Cultivam-se, também, mandioca e feijão. A base da pecuária é o gado de corte, com cria, recria e engorda a pasto e através de grandes projetos de confinamento. Há, ainda, no município, rebanhos de suínos, caprinos e equinos.

Outra atividade econômica praticada, ainda que em menor escala, é o extrativismo vegetal, com a cultura permanente de seringueira em várias fazendas da região, o que faz Pium ser considerado um dos municípios produtores de borracha no estado.
Projetos de piscicultura surgem como mais uma alternativa de produção, visando atender os mercados de várias regiões do Brasil e a crescente demanda existente.

PRODOESTE

O Programa de Desenvolvimento da Região Sudoeste do Estado do Tocantins – Prodoeste tem por objetivo a intensificação das atividades econômicas e a ampliação das oportunidades produtivas mediante a oferta hídrica regular para os usos múltiplos no sudoeste do Tocantins, visando o desenvolvimento sustentável do Estado e a melhoria da qualidade de vida da população.

Financiado pelo BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento, é um vetor de transformação do município de Pium e de outros municípios do Vale do Araguaia no Tocantins e basicamente consiste na construção de uma barragem de acumulação (P8) de 23,41 Km² de superfície e volume de 186,420 hm³ e sete estações elevatórias, conjunto que irá beneficiar com sistemas de irrigação ao término do projeto, uma área de 300.000 ha com índice de ocupação de 2,5 safras / ano e área cultivada de 750.000 ha. O projeto está orçado em R$ 360 milhões, com contrapartida do Governo do Estado do Tocantins.

A primeira etapa do programa, contempla a construção das barragens nos rios Pium e Riozinho. 48,4 mil hectares de terra serão beneficiados com subirrigação (período de seca), e irrigação por inundação (no período chuvoso), ações viabilizadas pela barragem p8 de 23,41 km² de extensão.

Além disso, o projeto prevê a construção de 65 km de estradas vicinais e capacitação para técnicos e irrigantes. Esses investimentos garantirão a produção de 648 mil toneladas a mais de alimentos produzidos na região das várzeas.

O grande lago formado pela barragem p8 será transformado em local de turismo, onde poderão ser praticados esportes como pesca esportiva e competições náuticas.

   

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