Pium, sábado 16 de dezembro de 2017

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MINISTRO DO STF DEFENDE PUNIÇÃO DE QUEM VIVE COM 'DINHEIRO DESVIADO DO POVO'

09/08/2017 11h25

Nelson JR - STF MINISTRO DO STF LUÍS ROBERTO BARROSO DEFENDEU PUNIÇÃO ÀS PESSOAS QUE SE ACOSTUMARAM A VIVER COM "DINHEIRO DESVIADO DO POVO BRASILEIRO"

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta terça (8) que o Brasil é um país que "se perdeu na história" e defendeu punição às pessoas que se acostumaram a viver com "dinheiro desviado do povo brasileiro". A declaração de Barroso foi dada em São Paulo durante palestra promovida pela consultoria de negócios Consulting House.

"Nós somos um país que se perdeu na história, que se desencontrou de si mesmo, que se desencontrou da sua gente, que se desencontrou do seu destino. É preciso começar a mudar a partir dessa constatação evidente", afirmou o ministro no evento, segundo o jornal Valor Econômico.

Para o ministro, é "impossível não sentir vergonha" da corrupção no Brasil. Ele fez uma referência às delações do Grupo J&F, do empresário Joesley Batista, que gravou o presidente Michel Temer. Foi essa delação que embasou a denúncia de corrupção passiva do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o peemedebista.

"Os áudios, os vídeos e as malas de dinheiro", afirmou Barroso. "As provas saltam de qualquer espaço." O prosseguimento da denúncia contra Temer foi barrado pela Câmara dos Deputados na semana passada. Um dia depois da votação no plenário, em um simpósio de Direito, Barroso havia afirmado, sem citar nomes, que havia uma "operação abafa" em curso contra a Lava Jato.

Reforma

O ministro do STF foi enfático ao pregar mudanças na rotina do País, até mesmo na política, que ele definiu como "gênero de primeira necessidade". Barroso sugeriu que "é preciso constatar isso para começar a mudá-lo". Para ele, a política é um gênero de primeira necessidade e, por isso, "é preciso resgatá-la".

O ministro também citou a importância da reforma política, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados, e defendeu financiamento de campanha que não seja empresarial, que "nos trouxe para esse quadro devastado".

(AE)

   

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