Pium, segunda 23 de abril de 2018

Política

2017, um ano para ser esquecido ?

03/01/2018 02h22

Clébio Galvão - Ecos do Tocantins Editorial

Os sinos já tocam anunciando o final de 2017, ano em que as esperanças dos brasileiros tornaram – se distantes e as possibilidades de realizações quase nulas. Uma retrospectiva apontará fatos indesejáveis que causaram impactos nem sempre assimilados pelas costumeiras vítimas, ou seja, os ingênuos cidadãos da República.

A corrupção alastrou-se pela vastidão continental do pais, constituindo os novos ricos e expandindo a miséria reinante, pela drástica diminuição dos recursos destinados à Saúde, Educação, Assistência Social, Segurança e outras atividades sob a responsabilidade governamental.

É simples a lógica utilizada para cobrir os chamados “ rombos “ decorrentes da “ gatunagem “ que grassa e campeia nos meandros do Governo Federal e empresas públicas. Os frequentes aumentos de produtos derivados de petróleo, principalmente combustíveis e gás, não são unicamente para acompanhar o preço dolarizado do mercado internacional, já que significativo percentual de tais aumentos são utilizados para amenizar os estragos da corrupção. Os lesados somos nós ...

Segundo alguns renomados analistas, os drásticos cortes feitos pela Previdência Social, acompanhados pelo aumento de alíquotas, tem o objetivo de desviar recursos para a “ vala comum “ , aberta para financiar o governo no equilíbrio das contas públicas, se é que isto é possível ! Os lesados somos nós...

A famosa “ propinagem “ de agentes do governo com as grandes empreiteiras causou prejuízo colossal, a ponto de 51 milhões de Reais serem guardados em caixas de papelão em um apartamento na cidade de Salvador, citando apenas um entre muitos casos. É evidente que o dinheiro usado para “ gratificar “ parlamentares e Funcionários Públicos, saíram do cofre arrombado do governo. Os lesados somos nós...

Seriam necessários muitos livros para relatar as mazelas e corrupção desde os governos da bandeira vermelha e estrela branca. Resta então, respeitados o conhecimento e a capacidade de interpretar o óbvio de qualquer cidadão, questionar : 2017 é um ano que pode ser um referencial nas lembranças de cada um, ou é um período de tempo para ser esquecido ?

Um Feliz e promissor ano de 2018, caso o digno leitor considere possível tal prerrogativa !

   

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