Pium, sexta 23 de fevereiro de 2018

Agronegócios

Exportações do Tocantins em 2017 superam os R$ 3 bilhões

22/01/2018 11h44

Madson Para especialista, a pauta focada quase toda na soja não é o melhor para o Estado, pois o grão não gera tanto emprego e nem movimenta a cadeia produtiva como a pecuária
DANIEL MACHADO

Ano de recorde para as exportações do Estado. Assim foi 2017, com US$ 951,2 milhões (quase R$ 3,07 bilhões na cotação desta quinta, 4 de janeiro) maior valor já registrado no Tocantins. Em relação a 2016, ano de quebra de safra, as exportações de 2017 cresceram 50,32%, ou US$ 318,43 milhões.

No entanto, esse aumento também veio acompanhado de uma redução do preço pago por quilo dos produtos tocantinenses comercializados ao exterior.

Os números de 2017 só são comparáveis a 2015, quando se exportou pouco mais de US$ 900 milhões. Os dados foram levantados pelo Norte Agropecuário no sistema Alice Web, maior portal de informações oficiais das transações comerciais do Mercosul. No Brasil, o sistema é administrado pelo Ministério da Indústria e Comércio Exterior.

A quantidade de quilos dos diversos produtos exportados pelo Tocantins alcançou 2,4 bilhões, também a maior já registrado no Estado. De tudo que o Estado vendeu para outros países, a soja é a líder disparada e a China é o maior comprador do Tocantins, com 58,18% das aquisições.

Ao todo, os chineses compraram em 2017 US$ 553,4 milhões, muito mais do que o dobro dos US$ 237,8 milhões de 2016. Na segunda colocação como maior comprador do Estado, mas muito longe da China, está a Espanha, que importou US$ 92,54 milhões, quase tudo de soja e seus derivados.

A pecuária só aparece na terceira colocação, com Hong Kong, região administrativa especial da China. Os asiáticos US$ 46,6 milhões de carnes e outros produtos de origem animal, valor US$ 1 milhão mais do que em 2016.

VENDAS DA PECUÁRIA

Para o engenheiro agrônomo Corombert Oliveira, o fato de o Estado ter aumentado as exportações, é positivo, pois mais dinheiro ingressa no Tocantins. No entanto, ele ressaltou que com a pauta focada quase toda na soja não é o melhor, pois o cereal não gera emprego e nem movimenta a cadeia produtiva.

Ele ressaltou que, para o Estado, é importante que ocorra um crescimento nas exportações da pecuária, pois com os frigoríficos vendendo mais, o dinheiro gera empregos no Estado. “É importante que, além do volume de dinheiro, seja analisado a quantidade que foi vendida dos produtos, para saber se o mercado exterior está pagando mais ou não”, ressaltou.

Dentro dessa linha, o valor pago por quilo dos produtos tocantinenses caíram bastante. Em 2017, sempre usando a cotação do dólar desta quinta-feira, 4 de janeiro, como base, os importadores pagaram R$ 1,27 por cada quilo comprado. Em 2016, o valor foi R$ 1,49, em 2015, R$ 1,33, e nos três anos anteriores sempre ficou acima de R$ 2.

Oliveira: “É importante que, além do volume de dinheiro, seja analisado a quantidade que foi vendida dos produtos, para saber se o mercado exterior está pagando mais ou não”

Norte Agropecuário


   

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