Pium, sexta 21 de julho de 2017

Meio Ambiente

Após acordo que suspende proibição de retirada de água de rios, produtores se unem e vão pagar R$ 2 milhões por monitoramento

06/12/2016 12h04

Secom -TO Definido que monitoramento será implantado para retirada de água de rios do Tocantins
  CRISTIANO MACHADO
  DE PALMAS

Acordo firmado entre órgãos públicos, produtores rurais e entidades suspende ação cautelar que proibia retirada de bombas de captação de água dos rios Urubu e Formoso, no Tocantins, por agricultores. A definição ocorreu após audiência pública realizada na Câmara Municipal de Lagoa da Confusão (240 km de Palmas). Outra definição foi a implantação de um sistema de monitoramento sobre a quantidade de água utilizada pelos agricultores da região.

O custo do sistema de monitoramento será pago pelos próprios produtores e ficou orçado em R$ 2 milhões. São cerca de 100 unidades de bombeamento das águas dos rios.

Presente na reunião, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins (Aprosoja-TO), Ruben Ritter, afirmou ao Norte Agropecuário que “com a união dos produtores e a participação de cada um deles, a classe sai fortalecida”. “Graças a união do produtores e participação de cada um deles houve esse acordo. Produtores da região da Lagoa da Confusão e do Estado saem fortalecidos”, disse.

Ainda conforme Ritter, houve consenso entre produtores e autoridades presentes sobre a importância das estações elevatórias e os barramentos. “Todos estão cientes que os efeitos do ano passado foram causados pelas poucas chuvas. Agricultores não têm responsabilidade. Uma forma de evitar o que aconteceu no ano passado é a construção de novos barramentos para perenizar os rios e a criação do sistema de monitoramento que dará condições ao Naturatins no caso de novo episódio de poucas chuvas de adequar o bombeamento à disponibilidade [de água] que existir”, afirmou.

Segundo Ritter, o Naturatins se comprometeu, dentro de até dois dias, de restabelecer a eficácia das outorgas da retirada de água dos rios, suspensa anteriormente após recomendação do Ministério Público do Estado.

O presidente da Aprosoja fez questão de ressaltar também que a água captada pelos produtores não é para consumo, mas utilização nas lavouras. “Os agricultores irrigantes não consomem água, apenas fazem uso dela. A água é bombeada para as lavouras e no instante seguinte infiltra o solo e retorna aos leitos dos rios”, finalizou.

   

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