Pium, sexta 14 de dezembro de 2018

Política

Anunciado como pré-candidato a senador, Mourão defende debate com sindicatos sobre crise do TO

03/08/2018 22h00

web Ex-deputado federal Paulo SenadoMourão, pretenso candidato ao
 
Indicado ao Senado Federal oficialmente nesta quinta-feira, 2, pelo Partido dos Trabalhadores, o deputado estadual Paulo Mourão (PT) defendeu durante o evento a abertura de diálogo com os sindicatos para discutir sobre a situação financeira do Tocantins. O parlamentar quer que o Palácio Araguaia torne-se um centro administrativo de discussão de ações progressistas para o desenvolvimento do Estado.

“Não deixemos de acreditar em nós mesmos. Só faremos a mudança se formos às ruas de forma ordeira e responsável, mas acima de tudo com capacidade de enfrentamento no campo das ideias porque são elas que vão carregar este Estado ao topo do desenvolvimento e ao respeito a todos os homens e mulheres que aqui vivem”, disse Mourão. “Está nas nossas mãos esta capacidade de luta e vamos fazer com que todos se associem a este sentimento”, completou.

Durante o momento reservado a análise de conjuntura, o pré-candidato ao Senado lembrou que o Tocantins tem, historicamente, uma forma de fazer política que prejudica o trabalhador e a trabalhadora. “Por isso eu creio que um dos primeiros movimentos a chamarmos para a discussão são os sindicatos dos trabalhadores para debater a situação financeira e econômica do Estado”, avaliou Mourão.

Paulo Mourão ponderou que o Palácio Araguaia precisa se tornar um centro administrativo de discussão de ações progressistas para o desenvolvimento do Estado. “Para fazermos isso é preciso recompor os sonhos e as esperanças, é preciso nós fazermos as pessoas compreenderem que é possível fazer essa mudança, e que seja feita no sentimento do amor, da disposição de grupo, de compartilhamento, porque se esse país não está dando certo é porque todos esses sentimentos foram engavetados. Já não se acredita mais no Brasil, não se acredita mais nas potencialidades do Tocantins”, alertou.

Mourão durante discurso em encontro do Partido dos Trabalhadores (Foto: Divulgação)
“O Tocantins foi criado sobre a égide de um pensamento de um estado moderno e que desse oportunidades iguais para todos e precisamos acabar com a exclusão, o desemprego e a desesperança que vemos nos olhos das pessoas”, acrescentou o deputado estadual-

De acordo com Mourão, para mudar o cenário tocantinense, é necessário que o sentimento de mudança ultrapasse as “paredes do PT”. “Esse sentimento, esse sonho precisa sacudir as ruas, trepidar o coração das pessoas que precisam entender que é cada um e cada uma que fará a mudança no Tocantins e transformá-lo em um estado justo, fraterno e igualitário, mas acima de tudo desenvolvido, com capilaridade, transparência e respeito social”, disse.

Lula
Em uma reflexão, Mourão defendeu que avanços sociais alcançados no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) correm risco de retrocesso. O deputado lembrou o reconhecimento dos povos quilombolas, os indígenas e diversas outros grupos sociais considerados vulneráveis nos governos petistas e destacou a política econômica de desenvolvimento com a criação dos BRICS – acrônimo que se refere ao grupo de países: Brasil, Rússia, Índia e China – como forma de desenvolvimento e empoderamento da classe trabalhadora.

“Isso foi uma das coisas que mais apavorou o mundo quando o Lula deu a ideia. Os estímulos à modernização dos países membros para enfrentar as divergências comerciais existentes no mundo e foi isso que fizeram: competir com a Europa com os Estados Unidos”, explicou Mourão ao ressaltar que com a formação do grupo político de cooperação, que previa inclusive a criação de uma moeda única, o Brasil passou a ser não coadjuvante mas ator principal do processo econômico. “E o Lula está preso é por isso”, lamentou.

Sem provas concretas no processo que condenou o ex-presidente Lula, Mourão ressaltou que “até agora não provaram nada do presidente Lula, vasculharam a vida dele de cima a baixo e todos os seus parentes, e até agora não encontraram uma moeda que tenha sido feita como prova do processo”. O ex-presidente petista foi preso no âmbito da Operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Por fim, Mourão relatou ver a necessidade de fomentar o entendimento entre a sociedade para buscar o esclarecimento dos porquês que hoje a saúde não funciona, as escolas não melhoram a qualidade de ensino e porque a agricultura familiar não tem apoio. “Ao tomarmos as ruas vamos compreender se as pessoas estão satisfeitas com o que está posto ou se não. E se a pessoa quer mudança, só existe uma opção neste estado, só existe uma opção no nosso país”, finalizou.


Portal CT

   

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