Pium, segunda 23 de abril de 2018

Agronegócios

Aumento da produtividade no Matopiba e na região Centro-Oeste faz crescer em 3,7% estimativa da safra de soja no país

03/04/2018 17h22

Web Soja em grãos

Para o próximo ano, a perspectiva é de que a área cultivada com soja cresça um milhão de hectares ante os 35,1 milhões de hectares deste ano. E mais: Melhora na rentabilidade se refletiu no avanço da comercialização da safra do Cerrado.

A safra de soja brasileira deve alcançar um novo recorde de 118,9 milhões de toneladas em 2017/2018 ante as 114,6 milhões de toneladas da temporada passada, projetou ontem o sócio diretor da Agroconsult, André Pessôa.

O avanço se deve ao aumento de produtividade em regiões como o Centro-Oeste e Mapitoba, em razão do clima favorável no campo, mesmo com problemas pontuais, o que permite maior rentabilidade ao produtor. A região Sul foi a única em que a produtividade foi menor.

Os dados foram compilados a partir do Rally da Safra, expedição que percorreu, com nove equipes, áreas de produção de soja no País neste verão. Outros quatro grupos percorrerão áreas de cultivo de milho safrinha em maio e junho para acompanhar a segunda safra.

A produtividade média das lavouras de soja deve alcançar 56,5 sacas por hectare neste ciclo ante 53,6 sacas em 2016/2017. “Se tivéssemos um clima com a mesma regularidade do ano passado, teríamos ultrapassado 120 milhões de toneladas e 57 sacas por hectare de produtividade”, estimou Pessôa.

Além da maior produção, o sojicultor deve encerrar este ciclo com mais dinheiro no bolso devido à perspectiva de menor oferta da Argentina, que proporcionou um preço maior para a saca. Conforme Pessôa, de setembro de 2017 a agosto deste ano, a média do bushel deve ficar em US$ 10,30. No começo da safra, a cotação era de US$ 9,50. “A expectativa era de margens abaixo do ano passado. Mas o câmbio e a produtividade maiores do que esperado formaram uma combinação poderosa.”

Essa melhora na rentabilidade do produtor se refletiu no avanço da comercialização da safra do Cerrado que, segundo ele, estava muito atrás de anos anteriores. “Não é uma margem folgada, mas deve fazer o agricultor voltar a investir mais cedo do que esperado.”

Para o próximo ano, a perspectiva é de que a área cultivada com soja cresça um milhão de hectares ante os 35,1 milhões de hectares deste ano. “A maior parte deste aumento se dará pela conversão de áreas de pastagem em soja e não sobre áreas antes cultivadas com milho”, projetou.


CNA

   

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