Pium, sexta 22 de setembro de 2017

Meio Ambiente

O Brasil carece urgentemente de Inventários - Corremos o risco de extinguir espécies que não chegamos a conhecer (II)

09/09/2017 19h17

Créditos: Gabriel Melo Santos (01); WWF/Divulgação (02 e 03); Tiina Sarkinen (04). Foto 01. Boto-do-araguaia (Inia araguaiensis); Foto 02. Zogue-zogue-rabo-de-fogo (Plecturocebus miltoni); Foto 03. Poaieiro-de-Chico-Mendes (Zimmerius chicomendesi); Foto 04. Planta (Solanum arenicola).
Marcos Leão e Selene Vital

No dia 31 de agosto de 2017, a Organização não governamental (ONG) WWF-Brasil (World Wide Fund for Nature) em parceria com o Instituto Mamirauá - unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC, divulgou o novo relatório com a descoberta de 381 novas espécies de plantas e animais vertebrados que foram descobertos na Floresta Amazônica entre os anos de 2014 e 2015.

Das 381 novas espécies descobertas, o relatório registra 216 novas espécies de plantas, 93 de peixes, 32 de anfíbios, 19 de répteis, 01 de ave, 18 de mamíferos e dois mamíferos fósseis.

De acordo com o relatório, naquele biênio, uma nova espécie foi registrada a cada dois dias, e maior parte delas foi descoberta no interior ou no entorno de áreas protegidas. Ao inventariar as novas espécies em um só documento, o relatório mostra o quanto é estratégico preservar a biodiversidade amazônica.

O termo “nova espécie” é utilizado no meio científico para oficializar o registro de descrição de uma espécie antes desconhecida pela ciência. A publicação científica com a descrição de uma nova espécie traz informações de taxonomia, detalhando características da espécie e também do local onde foi encontrada.

Nos próximos anos será possível observar um número crescente de descrição de novas espécies de vertebrados: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos; com relação às plantas, o número será muito maior. Quanto aos invertebrados, é praticamente impossível prever o número de espécies que ainda serão descritas.

O relatório destaca que, apesar dos esforços, ainda há uma lacuna sobre os conhecimentos da real diversidade da Amazônia. O documento revela também a carência de especialistas e taxonomistas na região amazônica e a falta de uma política de incentivo para formação de novos profissionais nessas áreas.

Novos bichos

O documento reúne uma tabela com o compilado de todas as espécies recém-descobertas e as referências das publicações científicas com suas descrições. O relatório também reúne fotografias e textos com curiosidades sobre algumas das espécies.

Algumas das novas espécies:

Boto-do-araguaia (Inia araguaiensis);
Macaco zogue-zogue-rabo-de-fogo (Plecturocebus miltoni);
Pássaro Poaieiro-de-Chico-Mendes (Zimmerius chicomendesi);
Planta (Solanum arenicola).

BIBLIOGRAFIA

WWF-BRASIL & INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL MAMIRAUÁ. 2017. Novas espécies de vertebrados e plantas na Amazônia: atualização e composição da lista : 2014-2015. Brasília: WWF-Brasil.



Marcos Leão e Selene Vital são Redatores da coluna Meio Ambiente

 

   

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