Pium, sábado 16 de dezembro de 2017

Política

Rede Sustentabilidade lança pré-candidatura de Marina Silva à presidência da República

04/12/2017 17h22

web Para Rede Sustentabilidade, Marina Silva é a "alternetiva real" para “unir a sociedade e superar o ódio”

LUÍS GOMES, DA REDAÇÃO

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (Rede) decidiu lançar a pré-candidatura à presidência da República. O anúncio acontece nove dias depois de afirmar a jornalistas tocantinenses que ainda avaliava onde poderia ser “mais útil” ao País. Em carta publicada neste domingo, 3, a Rede Sustentabilidade cita a sua principal líder política como “realizadora de utopias”, colocando-a como a “alternativa real” para “unir a sociedade e superar o ódio”.

No documento, o partido desfere críticas tanto a petistas, quanto a tucanos, posicionando-se como uma terceira via. “Patinamos, de um lado do espectro político, no populismo – que implantou importantes políticas sociais, ainda que muitas vezes frágeis e superficiais, mas manteve privilégios ao capital financeiro e setores empresariais atrasados. No outro lado do espectro, foram feitos avanços no sentido do equilíbrio econômico, que infelizmente vieram acompanhados de uma concentração de privilégios e benefícios e da penúria e sofrimento de trabalhadores e dos mais pobres”, pondera a sigla.

O Rede Sustentabilidade avalia que as duas linhas falharam. “Ambos setores se tornaram retrógrados e profundamente convergentes na sua cruel cegueira para o futuro e na ausência de projetos que enfrentem questões vitais para o mundo e para o País”, reforça. O documento então elenca dados que indicam este fracasso: aumento da violência no campo; cerca de 30% da juventude desempregada; distribuição de renda que faz com que os seis brasileiros mais ricos tenham a riqueza de 100 milhões mais pobres, entre outros.

A legenda de Marina Silva ainda disse ser favorável as reformas, mas que não sejam para “resguardar os poderosos”. “O equilíbrio fiscal não pode ser obtido às custas da redução de direitos e sucateamento das políticas sociais, mas sim, primeiramente, com o combate à sangria da corrupção e o corte de privilégios, restabelecendo a saúde do investimento por meio de uma gestão pública eficiente e reconfigurando os padrões de desempenho deste setor, tudo isso associado ao estabelecimento de regras claras, ágeis, confiáveis e justas para os investimentos públicos e privados”, defende.

Portal CT

   

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